A Ameaça Silenciosa

As doenças transmitidas por vetores representam uma das mais complexas e dinâmicas ameaças à saúde pública global. Mosquitos, carraças e flebótomos, entre outros artrópodes, são responsáveis pela transmissão de uma vasta gama de agentes patogénicos – vírus, bactérias e parasitas – que anualmente causam mais de 700.000 mortes e afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis. Estas doenças, que incluem malária, dengue, zika, febre amarela, leishmaniose e febre hemorrágica da Crimeia-Congo (FHCC), constituem cerca de 17% da carga global de doenças transmissíveis. A sua proliferação é intrinsecamente moldada por fatores sociais, demográficos e ambientais, como a urbanização não planeada, a mobilidade global e, crucialmente, as alterações climáticas que em conjunto alteram os padrões de transmissão, resultando na intensificação, expansão geográfica e reemergência de surtos.

Neste cenário global, a Península Ibérica, pela sua localização estratégica entre a Europa e África, e como um ponto de entrada vital para o continente europeu, funciona como um microcosmo onde estes desafios se manifestam de forma aguda. A necessidade de uma abordagem “Uma Só Saúde” (One Health), que reconhece a interconexão fundamental entre a saúde humana, animal e dos ecossistemas, é mais urgente do que nunca. É neste contexto que surgem soluções inovadoras como o NANOFOR®, um spray repelente de insetos para aplicação têxtil, que se posiciona como um aliado essencial na proteção contra estas ameaças crescentes.

O “novo normal” na Europa: Um alerta do ECDC

A Europa está a viver uma transformação alarmante, com uma expansão geográfica de vetores sem precedentes e um aumento na frequência e intensidade dos surtos. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC – European Centre for Disease Prevention and Control) já declarou que estamos a entrar num “novo normal”, onde as estações de transmissão para doenças transmitidas por mosquitos são mais longas e intensas.

Mapas comparativos da distribuição do mosquito Aedes albopictus em 2017 e em 2025. Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos. Mapas de mosquitos [Internet]. Estocolmo: ECDC; 2025 e 2018. Disponível em: https://www.ecdc.europa.eu/en/disease-vectors/surveillance-and-disease-data/mosquito-maps

O principal catalisador desta mudança é a expansão de espécies de mosquitos invasores, nomeadamente o Aedes albopictus (mosquito-tigre). Este vetor, originário do Sudeste Asiático, demonstrou uma notável capacidade de adaptação e dispersão, facilitada pelo comércio global e pelas alterações climáticas. Em junho de 2025, o aedes albopictus já estava estabelecido em 16 países e 369 regiões da União Europeia/Espaço Económico Europeu (UE/EEE), um aumento dramático em comparação com as 114 regiões registadas uma década antes. Esta expansão inclui novas áreas de estabelecimento em Portugal e Espanha, consolidando a sua presença em toda a Península Ibérica.

Os recordes de surtos de 2025 são um testemunho desta nova realidade: a Europa assistiu a 27 surtos de chikungunya, um novo máximo para o continente, com o primeiro caso de transmissão local na região da Alsácia, em França, uma latitude excecionalmente a norte. Simultaneamente, registou-se o maior número de casos de infeção pelo Vírus do Nilo Ocidental (VNO) em três anos, com 335 casos adquiridos localmente e 19 mortes até meados de agosto de 2025.

Para além dos mosquitos, as carraças também representam uma ameaça crescente. Espécies como a Ixodes ricinus, vetor da borreliose de Lyme e da encefalite transmitida por carraças (TBE), e as carraças do género Hyalomma, vetoras da febre hemorrágica da Crimeia-Congo (FHCC), estão a expandir a sua área de distribuição para norte e para altitudes mais elevadas, impulsionadas por invernos mais amenos e primaveras mais precoces.

Esta designação de “novo normal” pelo ECDC é um sinal claro de que as respostas de saúde pública devem evoluir. As abordagens reativas já não são suficientes; é necessária uma transição para estratégias de gestão endémica, proativas e de longo prazo.

MOSQUITOS NA PENÍNSULA IBÉRICA: DE INVASORES A RESIDENTES

A Península Ibérica alberga uma fauna de mosquitos complexa, com espécies autóctones e invasoras que representam um risco significativo para a saúde pública. O Relatório REVIVE 2024 (Portugal) e o Informe Anual de Vigilancia Entomológica 2023 Espanha) fornecem dados concretos sobre esta ameaça.

Aedes albopictus, ou mosquito-tigre, é a ameaça mais dinâmica e preocupante devido à sua capacidade de transmitir arbovírus como dengue, chikungunya e zika.

Em Espanha, a colonização é mais antiga e consolidada, com a primeira deteção em 2004 em Sant Cugat del Vallès (Barcelona). Desde então, expandiu-se continuamente ao longo da costa mediterrânica, das Ilhas Baleares e para o interior, sendo detetado em 199 municípios espanhóis em 2023. Foram registados casos autóctones de dengue em 2018, 2019 e 2023.

Aedes albopictus (Mosquito Tigre)

Em Portugal, a introdução foi mais tardia, com a primeira deteção oficial em setembro de 2017, numa empresa de recauchutagem em Penafiel, no Norte do país. Desde então, a sua dispersão tem sido multifocal, com populações identificadas no Algarve (2018), Alentejo (2022), região de Lisboa (2023) e, mais recentemente, na região Centro (2024). O Relatório REVIVE 2024 confirma a presença estabelecida e em dispersão do Ae. albopictus em 21 concelhos portugueses.

“A presença do mosquito vetor Ae. albopictus (…) na região norte, Algarve, Alentejo e Lisboa apontam para uma situação de estabelecimento e dispersão geográfica, representando uma situação de risco acrescido para a Saúde Pública”, afirma o Relatório REVIVE 2024. Esta espécie, com origem no Sudeste Asiático, dispersa-se globalmente através do transporte passivo de ovos em atividades comerciais, como o comércio de pneus usados e plantas ornamentais. A vigilância constante e medidas de controlo eficazes são essenciais para reduzir as suas populações e impedir a sua dispersão.

Pneus usados que acumulam água parada são um sério criadouro para mosquitos

A situação do Aedes aegypti, principal transmissor da febre amarela e um vetor altamente eficiente para dengue e zika, apresenta um contraste notável.

Em Portugal, o Ae. aegypti está estabelecido na Ilha da Madeira desde 2005, representando um risco contínuo. O surto de dengue que afetou a ilha em 2012 é um exemplo concreto deste risco, sendo o primeiro na Europa desde 1927. A vigilância na Madeira é, por isso, uma atividade de rotina e alta prioridade.

Em Espanha, após ter sido erradicado no passado, o vetor foi detetado pontualmente em Fuerteventura em 2017 e, mais significativamente, confirmada a sua reintrodução em 2022 e 2023 em Tenerife e Gran Canaria, respetivamente. Estas reintroduções desencadearam uma resposta imediata e rigorosa de saúde pública, com o objetivo de erradicar as populações incipientes.

CULEX SPP. E O VÍRUS DO NILO OCIDENTAL (VNO): UM “CORREDOR EPIDEMIOLÓGICO”

A circulação do VNO é uma realidade confirmada na Península Ibérica. Em 2023, Espanha reportou 13 casos humanos autóctones de VNO em Catalunha, Comunidade Valenciana e Extremadura, além de infeções em cinco cavalos na Comunidade Valenciana. Em contraste, o relatório REVIVE 2024 de Portugal não registou VNO em mosquitos analisados nesse ano, nem casos humanos autóctones, embora o vírus tenha sido isolado historicamente a partir de mosquitos no país, nomeadamente Anopheles atroparvus.A concentração de casos e vetores competentes nos ecossistemas de zonas húmidas do sudoeste ibérico sugere fortemente a existência de um “corredor epidemiológico” transfronteiriço para o VNO, ligado às rotas de aves migratórias entre a Europa e África. Isto torna evidente que uma vigilância puramente nacional é insuficiente, exigindo uma abordagem integrada e partilha sistemática de dados entre as regiões fronteiriças de Portugal e Espanha.

Zonas húmidas com aves migratórias, representam o ecossistema chave para a transmissão do Vírus do Nilo Ocidental.

CARRAÇAS: MAIS DO QUE UM INCOMODO, UM PERIGO REAL

As carraças são vetores de uma vasta gama de agentes patogénicos com grande impacto na saúde pública e animal na Península Ibérica. As alterações climáticas e as mudanças no uso do solo estão a favorecer a sua expansão e a aumentar o risco de doenças.

A FHCC é uma das doenças transmitidas por vetores mais graves, com taxas de letalidade que podem atingir os 30%. Os seus principais vetores na Europa são as carraças do género Hyalomma, nomeadamente H. marginatum e H. lusitanicum, ambas presentes na Península Ibérica.

Em Espanha, a circulação do vírus da FHCC está confirmada desde a deteção dos primeiros casos humanos em 2016, com um total de 10 casos (quatro fatais) registados até 2022. Em Portugal, o nível de alerta aumentou drasticamente com a confirmação do primeiro caso clínico fatal de FHCC em agosto de 2024, em Bragança. Este evento confirma a progressão geográfica do risco de FHCC através da Península Ibérica, sugerindo que as condições eco-climáticas em vastas áreas da península são agora adequadas para sustentar o ciclo de transmissão do vírus.

A FHCC representa uma séria ameaça, sendo altamente contagiosa e letal, com potencial para causar infeção nosocomial, e é difícil de tratar, prevenir e controlar.

Carraça (Ixodes ricinus)

A borreliose de Lyme, transmitida principalmente pela carraça Ixodes ricinus, é a doença transmitida por carraças mais comum na Europa. Ambos os países ibéricos reconhecem a sua endemicidade.

Em Portugal, o Relatório REVIVE 2024 é particularmente detalhado, identificando seis genoespécies do complexo Borrelia burgdorferi s.l. nas carraças analisadas, com uma notável prevalência de Borrelia lusitaniae, uma espécie isolada pela primeira vez em Portugal e confirmada como patogénica para o ser humano. O Ixodes ricinus é a única espécie de carraça com competência vetorial comprovada para transmitir B. burgdorferi s.l. no país.

Em Espanha, o relatório de 2023 confirma a ocorrência de casos humanos de Doença de Lyme (14 casos em Aragão, Comunidade Valenciana e La Rioja) e a vigilância de Ixodes spp. em 137 municípios. A doença, que pode afetar a pele, o sistema nervoso, as articulações e o coração, é um encargo considerável para a saúde pública na Europa.

A febre escaro-nodular (ou febre botonosa mediterrânica), causada pela bactéria Rickettsia conorii e transmitida pela “carraça do cão”, Rhipicephalus sanguineus, é uma doença endémica bem conhecida em toda a bacia do Mediterrâneo, incluindo a Península Ibérica. O programa REVIVE identifica a R. sanguineus como a espécie de carraça mais abundante em Portugal, representando 71,9% de todos os exemplares identificados em 2024.

A vigilância portuguesa também detetou uma diversidade de outras espécies de Rickettsia nas carraças analisadas, incluindo R. massiliaeR. monacensis e R. helvetica, destacando a complexidade da epidemiologia destas infeções. A taxa de incidência da febre escaro-nodular em Portugal é uma das mais altas em comparação com outros países da bacia do Mediterrâneo, e o número de óbitos é elevado.

FLEBÓTOMOS: PEQUENOS INSETOS, GRANDES RISCOS

Os cães são o principal reservatório doméstico da leishmaniose, transmitida por pequenos insectos, os flebótomos.

Os flebótomos, pequenos insetos dípteros, são os vetores exclusivos de protozoários do género Leishmania, agentes causadores da leishmaniose, e também transmitem flebovírus, como o vírus Toscana (TOSV), uma causa importante de meningite assética durante o verão. A leishmaniose visceral, causada por Leishmania infantum, é uma zoonose endémica em toda a Península Ibérica, sendo os cães o principal reservatório doméstico do parasita.

Em Portugal, a vigilância de flebótomos foi formalmente integrada no programa REVIVE em 2016. O Relatório REVIVE 2024 dedica uma secção completa e detalhada a estes vetores, com 277 colheitas em 54 concelhos em 2024. Em 2024, foi detetada a presença de Leishmania do complexo donovani (presumivelmente L. infantum) numa fêmea de Sergentomyia minuta colhida no Algarve. O relatório também refere a deteção de L. infantum e TOSV em 2023, ambos na região do Algarve. A espécie mais importante, Phlebotomus perniciosus, é confirmada como a mais ubíqua e abundante em Portugal.

Em Espanha, a vigilância de flebótomos é mencionada no relatório de 2023 na secção dedicada a “outros vetores”, com dados de cinco comunidades autónomas, sugerindo uma implementação menos centralizada. Esta diferença na estrutura programática e no formato do relatório pode levar a uma sub-representação da distribuição real dos vetores e da circulação dos agentes em Espanha a nível nacional consolidado.

A leishmaniose e as infeções por flebovírus não respeitam fronteiras administrativas. A ausência de uma imagem epidemiológica completa e comparável para toda a Península dificulta a criação de mapas de risco ibéricos e a implementação de estratégias de controlo coordenadas, especialmente em zonas de fronteira. A espécie Phlebotomus perniciosus é um vetor chave em toda a península, sublinhando a necessidade de uma visão ibérica integrada para a gestão do risco de leishmaniose e de outras doenças transmitidas por flebótomos.

NANOFOR®: UMA RESPOSTA INOVADORA PARA UM PROBLEMA CRESCENTE

Diante deste panorama crescente de ameaças à saúde pública, a proteção individual torna-se crucial. O NANOFOR® Spray Repelente de Insetos surge como uma solução inovadora e altamente eficaz, desenvolvida para proporcionar segurança e tranquilidade em cenários de risco, tanto em Portugal e Espanha como em viagens internacionais.

O NANOFOR® destaca-se pela sua tecnologia patenteada Sil2U® e pelo ingrediente ativo IR3535®. O IR3535® é amplamente recomendado por organizações de saúde globais como a OMS, ECHA, CDC e EPA. Este ingrediente, de origem bioinspirada, possui um bom perfil ambiental e está aprovado pela rigorosa Regulamentação de Produtos Biocidas (RPB) da UE (Regulamento (UE) n.º 528/2012) para repelentes (TP19). A sua conformidade regulamentar é um diferencial crucial, especialmente quando produtos não conformes são retirados do mercado.

As vantagens do NANOFOR® são inegáveis:

  • Eficácia comprovada e durabilidade excecional: Oferece proteção prolongada, mantendo a eficácia por até 3 meses ou após 1 ciclo de lavagem doméstica para mosquitos tropicais, e por até 1 mês ou 3 ciclos de lavagem para carraças. Isto é um fator importante para a conveniência do utilizador.
  • Prevenção de doenças graves: O NANOFOR® protege contra uma vasta gama de mosquitos vetores, incluindo AnophelesAedes e Culex, bem como carraças e flebótomos. Contribui significativamente para a prevenção de doenças sérias como Malária, Dengue, Zika, Febre do Nilo Ocidental, Febre Amarela, Chikungunya, Encefalite, FHCC, Borreliose de Lyme e Leishmaniose. O foco na proteção contra estas doenças, cuja presença e dispersão em Portugal e Espanha são confirmadas pelos relatórios epidemiológicos, eleva o seu posicionamento para além de um simples repelente de desconforto.
  • Não desenvolvimento de resistência: Ao contrário de muitos inseticidas que matam os insetos e promovem o desenvolvimento de resistência, como é o caso da permetrina, o NANOFOR® atua por repelência, não matando os insetos. Esta ação não-mortal impede que os vetores desenvolvam resistência ao produto, conferindo-lhe uma vantagem competitiva sustentável e garantindo eficácia a longo prazo. Este posicionamento está alinhado com o Global Vector Control Response (GVCR) 2017-2030 da OMS, promovendo uma prevenção sustentável e saudável.
  • Versatilidade e segurança: Embora seja um spray para aplicação têxtil, o produto é dermatologicamente testado e pode entrar em contacto com a pele, ao contrário de sprays têxteis à base de permetrina. Além disso, não mancha a roupa e tem um cheiro agradável na aplicação e que desaparece quando seco, características valorizadas pelos consumidores. O NANOFOR® pode colmatar a lacuna de confiança entre “natural” e “eficaz”, comunicando a sua segurança e eficácia cientificamente validada.

O público do NANOFOR® é diversificado e abrange todos os que se encontram expostos a estas ameaças. Inclui viajantes, que se deslocam para destinos de risco de doenças vetoriais, e praticantes de atividades ao ar livre (como os caminhantes do Caminho de Santiago, golfistas, campistas e trabalhadores agrícolas ou florestais), que procuram proteção duradoura em ambientes exigentes.

Trate sempre a sua roupa com antecedência, com NANOFOR®.

Um segmento crescente e crucial são os trabalhadores em empresas portuguesas e espanholas que operam em países de risco. Este segmento necessita de proteção robusta e fiável, muitas vezes como parte das políticas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST).

JUNTOS PELA SAÚDE PÚBLICA: UM FUTURO COM ESPERANÇA E PROTEÇÃO

Proteja-se a si e aos seus dos vetores de doenças infeciosas, como as carraças e os mosquitos.

O cenário das doenças transmitidas por vetores na Península Ibérica e em toda a Europa é desafiador, mas não desesperador. A proliferação e dispersão de mosquitos, carraças e flebótomos são factos científicos, documentados por instituições como o INSA e o Ministério da Saúde espanhol. No entanto, a consciência crescente sobre estas ameaças impulsiona a procura por soluções eficazes e seguras.

A proteção individual é um pilar fundamental na mitigação destes riscos. A adoção de medidas simples, como o uso de vestuário adequado e a aplicação de repelentes eficazes, é crucial.

O NANOFOR® representa a esperança e o otimismo na procura de soluções. É um exemplo de como a inovação e a ciência podem ser aliadas na defesa da saúde pública, oferecendo uma ferramenta sustentável e sem desenvolvimento de resistência para enfrentar este problema global.

Ao ajudar para um consumo responsável, ao contextualizar as ameaças e ao oferecer uma solução inovadora e fiável, podemos juntos construir um futuro onde as atividades ao ar livre e as viagens sejam sinónimo de aventura e descoberta e não de preocupação e risco. A ameaça é real, mas a nossa capacidade de encontrar e implementar soluções é ainda maior.

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