{"id":855,"date":"2025-09-24T09:54:55","date_gmt":"2025-09-24T08:54:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.nanofor.pt\/?p=855"},"modified":"2025-11-21T18:43:16","modified_gmt":"2025-11-21T18:43:16","slug":"a-ameaca-silenciosa-teste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/a-ameaca-silenciosa-teste\/","title":{"rendered":"A Amea\u00e7a Silenciosa"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-1\"><strong>Como mosquitos, carra\u00e7as e fleb\u00f3tomos est\u00e3o a redefinir a Sa\u00fade P\u00fablica na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1536\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mapa.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1140\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mapa.png 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mapa-300x200.png 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mapa-1024x683.png 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mapa-768x512.png 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mapa-18x12.png 18w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/mapa-600x400.png 600w\" sizes=\"(max-width: 1536px) 100vw, 1536px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As doen\u00e7as transmitidas por vetores representam uma das mais complexas e din\u00e2micas amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica global. Mosquitos, carra\u00e7as e fleb\u00f3tomos, entre outros artr\u00f3podes, s\u00e3o respons\u00e1veis pela transmiss\u00e3o de uma vasta gama de agentes patog\u00e9nicos \u2013 v\u00edrus, bact\u00e9rias e parasitas \u2013 que anualmente causam mais de 700.000 mortes e afetam desproporcionalmente as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Estas doen\u00e7as, que incluem mal\u00e1ria, dengue, zika, febre amarela, leishmaniose e febre hemorr\u00e1gica da Crimeia-Congo (FHCC), constituem cerca de 17% da carga global de doen\u00e7as transmiss\u00edveis. A sua prolifera\u00e7\u00e3o \u00e9 intrinsecamente moldada por fatores sociais, demogr\u00e1ficos e ambientais, como a urbaniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o planeada, a mobilidade global e, crucialmente, as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que em conjunto alteram os padr\u00f5es de transmiss\u00e3o, resultando na intensifica\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o geogr\u00e1fica e reemerg\u00eancia de surtos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste cen\u00e1rio global, a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, pela sua localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica entre a Europa e \u00c1frica, e como um ponto de entrada vital para o continente europeu, funciona como um microcosmo onde estes desafios se manifestam de forma aguda. A necessidade de uma abordagem &#8220;Uma S\u00f3 Sa\u00fade&#8221; (One Health), que reconhece a interconex\u00e3o fundamental entre a sa\u00fade humana, animal e dos ecossistemas, \u00e9 mais urgente do que nunca. \u00c9 neste contexto que surgem solu\u00e7\u00f5es inovadoras como o NANOFOR\u00ae, um spray repelente de insetos para aplica\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil, que se posiciona como um aliado essencial na prote\u00e7\u00e3o contra estas amea\u00e7as crescentes.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color wp-elements-2\">O &#8220;novo normal&#8221; na Europa: Um alerta do ECDC<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Europa est\u00e1 a viver uma transforma\u00e7\u00e3o alarmante, com uma expans\u00e3o geogr\u00e1fica de vetores sem precedentes e um aumento na frequ\u00eancia e intensidade dos surtos. O Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo das Doen\u00e7as (ECDC &#8211;&nbsp;<em>European Centre for Disease Prevention and Control<\/em>) j\u00e1 declarou que estamos a entrar num &#8220;novo normal&#8221;, onde as esta\u00e7\u00f5es de transmiss\u00e3o para doen\u00e7as transmitidas por mosquitos s\u00e3o mais longas e intensas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_01-1024x360.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-916\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_01-1024x360.jpg 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_01-300x106.jpg 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_01-768x270.jpg 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_01-1536x540.jpg 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_01-2048x721.jpg 2048w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_01-600x211.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Mapas comparativos da distribui\u00e7\u00e3o do mosquito <em>Aedes albopictus<\/em> em 2017 e em 2025. Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo das Doen\u00e7as e Autoridade Europeia para a Seguran\u00e7a dos Alimentos. Mapas de mosquitos [Internet]. Estocolmo: ECDC; 2025 e 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ecdc.europa.eu\/en\/disease-vectors\/surveillance-and-disease-data\/mosquito-maps\">https:\/\/www.ecdc.europa.eu\/en\/disease-vectors\/surveillance-and-disease-data\/mosquito-maps<\/a><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal catalisador desta mudan\u00e7a \u00e9 a expans\u00e3o de esp\u00e9cies de mosquitos invasores, nomeadamente o Aedes albopictus (mosquito-tigre). Este vetor, origin\u00e1rio do Sudeste Asi\u00e1tico, demonstrou uma not\u00e1vel capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o, facilitada pelo com\u00e9rcio global e pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Em junho de 2025, o a<em>edes albopictus<\/em>&nbsp;j\u00e1 estava estabelecido em 16 pa\u00edses e 369 regi\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia\/Espa\u00e7o Econ\u00f3mico Europeu (UE\/EEE), um aumento dram\u00e1tico em compara\u00e7\u00e3o com as 114 regi\u00f5es registadas uma d\u00e9cada antes. Esta expans\u00e3o inclui novas \u00e1reas de estabelecimento em Portugal e Espanha, consolidando a sua presen\u00e7a em toda a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os recordes de surtos de 2025 s\u00e3o um testemunho desta nova realidade: a Europa assistiu a 27 surtos de chikungunya, um novo m\u00e1ximo para o continente, com o primeiro caso de transmiss\u00e3o local na regi\u00e3o da Als\u00e1cia, em Fran\u00e7a, uma latitude excecionalmente a norte. Simultaneamente, registou-se o maior n\u00famero de casos de infe\u00e7\u00e3o pelo V\u00edrus do Nilo Ocidental (VNO) em tr\u00eas anos, com 335 casos adquiridos localmente e 19 mortes at\u00e9 meados de agosto de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m dos mosquitos, as carra\u00e7as tamb\u00e9m representam uma amea\u00e7a crescente. Esp\u00e9cies como a Ixodes ricinus, vetor da borreliose de Lyme e da encefalite transmitida por carra\u00e7as (TBE), e as carra\u00e7as do g\u00e9nero Hyalomma, vetoras da febre hemorr\u00e1gica da Crimeia-Congo (FHCC), est\u00e3o a expandir a sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o para norte e para altitudes mais elevadas, impulsionadas por invernos mais amenos e primaveras mais precoces.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta designa\u00e7\u00e3o de &#8220;novo normal&#8221; pelo ECDC \u00e9 um sinal claro de que as respostas de sa\u00fade p\u00fablica devem evoluir. As abordagens reativas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o suficientes; \u00e9 necess\u00e1ria uma transi\u00e7\u00e3o para estrat\u00e9gias de gest\u00e3o end\u00e9mica, proativas e de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color wp-elements-3\">MOSQUITOS NA PEN\u00cdNSULA IB\u00c9RICA: DE INVASORES A RESIDENTES<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica alberga uma fauna de mosquitos complexa, com esp\u00e9cies aut\u00f3ctones e invasoras que representam um risco significativo para a sa\u00fade p\u00fablica. O&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.insa.min-saude.pt\/revive-rede-de-vigilancia-de-vetores-relatorio-2024\/\">Relat\u00f3rio REVIVE 2024<\/a>&nbsp;<\/strong>(Portugal) e o&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.sanidad.gob.es\/areas\/sanidadAmbiental\/riesgosAmbientales\/vectores\/docs\/Informe_PVectores_2023.pdf\">Informe Anual de Vigilancia Entomol\u00f3gica 2023<\/a><\/strong>&nbsp;Espanha) fornecem dados concretos sobre esta amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-4\"><strong>Aedes albopictus (Mosquito Tigre): Um invasor de r\u00e1pida dispers\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<em>Aedes albopictus<\/em>, ou mosquito-tigre, \u00e9 a amea\u00e7a mais din\u00e2mica e preocupante devido \u00e0 sua capacidade de transmitir arbov\u00edrus como dengue, chikungunya e zika.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Espanha<\/strong>, a coloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais antiga e consolidada, com a primeira dete\u00e7\u00e3o em 2004 em Sant Cugat del Vall\u00e8s (Barcelona). Desde ent\u00e3o, expandiu-se continuamente ao longo da costa mediterr\u00e2nica, das Ilhas Baleares e para o interior, sendo detetado em 199 munic\u00edpios espanh\u00f3is em 2023. Foram registados casos aut\u00f3ctones de dengue em 2018, 2019 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"427\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_03-1-1024x427.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-906\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_03-1-1024x427.png 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_03-1-300x125.png 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_03-1-768x320.png 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_03-1-1536x640.png 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_03-1-600x250.png 600w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_03-1.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Aedes albopictus (Mosquito Tigre)<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Portugal<\/strong>, a introdu\u00e7\u00e3o foi mais tardia, com a primeira dete\u00e7\u00e3o oficial em setembro de 2017, numa empresa de recauchutagem em Penafiel, no Norte do pa\u00eds. Desde ent\u00e3o, a sua dispers\u00e3o tem sido multifocal, com popula\u00e7\u00f5es identificadas no Algarve (2018), Alentejo (2022), regi\u00e3o de Lisboa (2023) e, mais recentemente, na regi\u00e3o Centro (2024). O Relat\u00f3rio REVIVE 2024 confirma a presen\u00e7a estabelecida e em dispers\u00e3o do&nbsp;<em>Ae. albopictus<\/em>&nbsp;em 21 concelhos portugueses. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A presen\u00e7a do mosquito vetor&nbsp;<em>Ae. albopictus<\/em>&nbsp;(&#8230;) na regi\u00e3o norte, Algarve, Alentejo e Lisboa apontam para uma situa\u00e7\u00e3o de estabelecimento e dispers\u00e3o geogr\u00e1fica, representando uma situa\u00e7\u00e3o de risco acrescido para a Sa\u00fade P\u00fablica&#8221;, afirma o Relat\u00f3rio REVIVE 2024. Esta esp\u00e9cie, com origem no Sudeste Asi\u00e1tico, dispersa-se globalmente atrav\u00e9s do transporte passivo de ovos em atividades comerciais, como o com\u00e9rcio de pneus usados e plantas ornamentais. A vigil\u00e2ncia constante e medidas de controlo eficazes s\u00e3o essenciais para reduzir as suas popula\u00e7\u00f5es e impedir a sua dispers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_04-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-907\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_04-1024x576.png 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_04-300x169.png 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_04-768x432.png 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_04-1536x864.png 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_04-600x338.png 600w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_04.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Pneus usados que acumulam \u00e1gua parada s\u00e3o um s\u00e9rio criadouro para mosquitos<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-5\"><strong>Aedes aegypti: A vigil\u00e2ncia constante da Febre Amarela e Dengue<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A situa\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Aedes aegypti<\/em>, principal transmissor da febre amarela e um vetor altamente eficiente para dengue e zika, apresenta um contraste not\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Portugal<\/strong>, o&nbsp;<em>Ae. aegypti<\/em>&nbsp;est\u00e1 estabelecido na Ilha da Madeira desde 2005, representando um risco cont\u00ednuo. O surto de dengue que afetou a ilha em 2012 \u00e9 um exemplo concreto deste risco, sendo o primeiro na Europa desde 1927. A vigil\u00e2ncia na Madeira \u00e9, por isso, uma atividade de rotina e alta prioridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em Espanha, ap\u00f3s ter sido erradicado no passado, o vetor foi detetado pontualmente em Fuerteventura em 2017 e, mais significativamente, confirmada a sua reintrodu\u00e7\u00e3o em 2022 e 2023 em Tenerife e Gran Canaria, respetivamente. Estas reintrodu\u00e7\u00f5es desencadearam uma resposta imediata e rigorosa de sa\u00fade p\u00fablica, com o objetivo de erradicar as popula\u00e7\u00f5es incipientes.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color wp-elements-6\">CULEX SPP. E O V\u00cdRUS DO NILO OCIDENTAL (VNO): UM &#8220;CORREDOR EPIDEMIOL\u00d3GICO&#8221;<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A circula\u00e7\u00e3o do VNO \u00e9 uma realidade confirmada na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Em 2023,&nbsp;<strong>Espanha<\/strong>&nbsp;reportou 13 casos humanos aut\u00f3ctones de VNO em Catalunha, Comunidade Valenciana e Extremadura, al\u00e9m de infe\u00e7\u00f5es em cinco cavalos na Comunidade Valenciana. Em contraste, o relat\u00f3rio REVIVE 2024 de&nbsp;<strong>Portugal<\/strong>&nbsp;n\u00e3o registou VNO em mosquitos analisados nesse ano, nem casos humanos aut\u00f3ctones, embora o v\u00edrus tenha sido isolado historicamente a partir de mosquitos no pa\u00eds, nomeadamente&nbsp;<em>Anopheles atroparvus<\/em>.A concentra\u00e7\u00e3o de casos e vetores competentes nos ecossistemas de zonas h\u00famidas do sudoeste ib\u00e9rico sugere fortemente a exist\u00eancia de um &#8220;corredor epidemiol\u00f3gico&#8221; transfronteiri\u00e7o para o VNO, ligado \u00e0s rotas de aves migrat\u00f3rias entre a Europa e \u00c1frica. Isto torna evidente que uma vigil\u00e2ncia puramente nacional \u00e9 insuficiente, exigindo uma abordagem integrada e partilha sistem\u00e1tica de dados entre as regi\u00f5es fronteiri\u00e7as de Portugal e Espanha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_05-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-909\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_05-1024x576.png 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_05-300x169.png 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_05-768x432.png 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_05-1536x864.png 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_05-600x338.png 600w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_05.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Zonas h\u00famidas com aves migrat\u00f3rias, representam o ecossistema chave para a transmiss\u00e3o do V\u00edrus do Nilo Ocidental.<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color wp-elements-7\">CARRA\u00c7AS: MAIS DO QUE UM INCOMODO, UM PERIGO REAL<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As carra\u00e7as s\u00e3o vetores de uma vasta gama de agentes patog\u00e9nicos com grande impacto na sa\u00fade p\u00fablica e animal na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e as mudan\u00e7as no uso do solo est\u00e3o a favorecer a sua expans\u00e3o e a aumentar o risco de doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-8\"><strong>Hyalomma spp. e a Febre Hemorr\u00e1gica Crimeia-Congo (FHCC): Uma emerg\u00eancia letal<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A FHCC \u00e9 uma das doen\u00e7as transmitidas por vetores mais graves, com taxas de letalidade que podem atingir os 30%. Os seus principais vetores na Europa s\u00e3o as carra\u00e7as do g\u00e9nero&nbsp;<em>Hyalomma<\/em>, nomeadamente&nbsp;<em>H. marginatum<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>H. lusitanicum<\/em>, ambas presentes na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Espanha<\/strong>, a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da FHCC est\u00e1 confirmada desde a dete\u00e7\u00e3o dos primeiros casos humanos em 2016, com um total de 10 casos (quatro fatais) registados at\u00e9 2022. Em&nbsp;<strong>Portugal<\/strong>, o n\u00edvel de alerta aumentou drasticamente com a confirma\u00e7\u00e3o do&nbsp;<strong>primeiro caso cl\u00ednico fatal de FHCC em agosto de 2024, em Bragan\u00e7a<\/strong>. Este evento confirma a progress\u00e3o geogr\u00e1fica do risco de FHCC atrav\u00e9s da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, sugerindo que as condi\u00e7\u00f5es eco-clim\u00e1ticas em vastas \u00e1reas da pen\u00ednsula s\u00e3o agora adequadas para sustentar o ciclo de transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A FHCC representa uma s\u00e9ria amea\u00e7a, sendo altamente contagiosa e letal, com potencial para causar infe\u00e7\u00e3o nosocomial, e \u00e9 dif\u00edcil de tratar, prevenir e controlar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-9\"><strong>Ixodes ricinus e a Borreliose de Lyme: Uma amea\u00e7a end\u00e9mica<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/shutterstock_2000064611_b-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-881\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/shutterstock_2000064611_b-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/shutterstock_2000064611_b-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/shutterstock_2000064611_b-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/shutterstock_2000064611_b-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/shutterstock_2000064611_b-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/shutterstock_2000064611_b.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Carra\u00e7a (<em>Ixodes ricinus<\/em>)<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A borreliose de Lyme, transmitida principalmente pela carra\u00e7a&nbsp;<em>Ixodes ricinus<\/em>, \u00e9 a doen\u00e7a transmitida por carra\u00e7as mais comum na Europa. Ambos os pa\u00edses ib\u00e9ricos reconhecem a sua endemicidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Portugal<\/strong>, o Relat\u00f3rio REVIVE 2024 \u00e9 particularmente detalhado, identificando seis genoesp\u00e9cies do complexo&nbsp;<em>Borrelia burgdorferi s.l.<\/em>&nbsp;nas carra\u00e7as analisadas, com uma not\u00e1vel preval\u00eancia de&nbsp;<em>Borrelia lusitaniae<\/em>, uma esp\u00e9cie isolada pela primeira vez em Portugal e confirmada como patog\u00e9nica para o ser humano. O&nbsp;<em>Ixodes ricinus<\/em>&nbsp;\u00e9 a \u00fanica esp\u00e9cie de carra\u00e7a com compet\u00eancia vetorial comprovada para transmitir&nbsp;<em>B. burgdorferi s.l.<\/em>&nbsp;no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Espanha<\/strong>, o relat\u00f3rio de 2023 confirma a ocorr\u00eancia de casos humanos de Doen\u00e7a de Lyme (14 casos em Arag\u00e3o, Comunidade Valenciana e La Rioja) e a vigil\u00e2ncia de&nbsp;<em>Ixodes spp.<\/em>&nbsp;em 137 munic\u00edpios. A doen\u00e7a, que pode afetar a pele, o sistema nervoso, as articula\u00e7\u00f5es e o cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 um encargo consider\u00e1vel para a sa\u00fade p\u00fablica na Europa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-10\"><strong>Rhipicephalus sanguineus e outras Rickettsioses: A &#8220;carra\u00e7a do c\u00e3o&#8221;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A febre escaro-nodular (ou febre botonosa mediterr\u00e2nica), causada pela bact\u00e9ria&nbsp;<em>Rickettsia conorii<\/em>&nbsp;e transmitida pela &#8220;carra\u00e7a do c\u00e3o&#8221;,&nbsp;<em>Rhipicephalus sanguineus<\/em>, \u00e9 uma doen\u00e7a end\u00e9mica bem conhecida em toda a bacia do Mediterr\u00e2neo, incluindo a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. O programa REVIVE identifica a&nbsp;<em>R. sanguineus<\/em>&nbsp;como a esp\u00e9cie de carra\u00e7a mais abundante em Portugal, representando 71,9% de todos os exemplares identificados em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vigil\u00e2ncia portuguesa tamb\u00e9m detetou uma diversidade de outras esp\u00e9cies de&nbsp;<em>Rickettsia<\/em>&nbsp;nas carra\u00e7as analisadas, incluindo&nbsp;<em>R. massiliae<\/em>,&nbsp;<em>R. monacensis<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>R. helvetica<\/em>, destacando a complexidade da epidemiologia destas infe\u00e7\u00f5es. A taxa de incid\u00eancia da febre escaro-nodular em Portugal \u00e9 uma das mais altas em compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses da bacia do Mediterr\u00e2neo, e o n\u00famero de \u00f3bitos \u00e9 elevado.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color wp-elements-11\">FLEB\u00d3TOMOS: PEQUENOS INSETOS, GRANDES RISCOS<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_07-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-912\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_07-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_07-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_07-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_07-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_07-600x338.jpg 600w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_07.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Os c\u00e3es s\u00e3o o principal  reservat\u00f3rio dom\u00e9stico da leishmaniose, transmitida por pequenos insectos, os fleb\u00f3tomos.<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os fleb\u00f3tomos, pequenos insetos d\u00edpteros, s\u00e3o os vetores exclusivos de protozo\u00e1rios do g\u00e9nero&nbsp;<em>Leishmania<\/em>, agentes causadores da leishmaniose, e tamb\u00e9m transmitem flebov\u00edrus, como o v\u00edrus Toscana (TOSV), uma causa importante de meningite ass\u00e9tica durante o ver\u00e3o. A leishmaniose visceral, causada por&nbsp;<em>Leishmania infantum<\/em>, \u00e9 uma zoonose end\u00e9mica em toda a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, sendo os c\u00e3es o principal reservat\u00f3rio dom\u00e9stico do parasita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Portugal<\/strong>, a vigil\u00e2ncia de fleb\u00f3tomos foi formalmente integrada no programa REVIVE em 2016. O Relat\u00f3rio REVIVE 2024 dedica uma sec\u00e7\u00e3o completa e detalhada a estes vetores, com 277 colheitas em 54 concelhos em 2024. Em 2024, foi detetada a presen\u00e7a de&nbsp;<em>Leishmania<\/em>&nbsp;do complexo&nbsp;<em>donovani<\/em>&nbsp;(presumivelmente&nbsp;<em>L. infantum<\/em>) numa f\u00eamea de&nbsp;<em>Sergentomyia minuta<\/em>&nbsp;colhida no Algarve. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m refere a dete\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>L. infantum<\/em>&nbsp;e TOSV em 2023, ambos na regi\u00e3o do Algarve. A esp\u00e9cie mais importante,&nbsp;<em>Phlebotomus perniciosus<\/em>, \u00e9 confirmada como a mais ub\u00edqua e abundante em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em&nbsp;<strong>Espanha<\/strong>, a vigil\u00e2ncia de fleb\u00f3tomos \u00e9 mencionada no relat\u00f3rio de 2023 na sec\u00e7\u00e3o dedicada a &#8220;outros vetores&#8221;, com dados de cinco comunidades aut\u00f3nomas, sugerindo uma implementa\u00e7\u00e3o menos centralizada. Esta diferen\u00e7a na estrutura program\u00e1tica e no formato do relat\u00f3rio pode levar a uma sub-representa\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o real dos vetores e da circula\u00e7\u00e3o dos agentes em Espanha a n\u00edvel nacional consolidado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A leishmaniose e as infe\u00e7\u00f5es por flebov\u00edrus n\u00e3o respeitam fronteiras administrativas. A aus\u00eancia de uma imagem epidemiol\u00f3gica completa e compar\u00e1vel para toda a Pen\u00ednsula dificulta a cria\u00e7\u00e3o de mapas de risco ib\u00e9ricos e a implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de controlo coordenadas, especialmente em zonas de fronteira. A esp\u00e9cie&nbsp;<em>Phlebotomus perniciosus<\/em>&nbsp;\u00e9 um vetor chave em toda a pen\u00ednsula, sublinhando a necessidade de uma vis\u00e3o ib\u00e9rica integrada para a gest\u00e3o do risco de leishmaniose e de outras doen\u00e7as transmitidas por fleb\u00f3tomos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color wp-elements-12\">NANOFOR\u00ae: UMA RESPOSTA INOVADORA PARA UM PROBLEMA CRESCENTE<\/h1>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7387b849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante deste panorama crescente de amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, a prote\u00e7\u00e3o individual torna-se crucial. O&nbsp;<strong>NANOFOR\u00ae Spray Repelente de Insetos<\/strong>&nbsp;surge como uma solu\u00e7\u00e3o inovadora e altamente eficaz, desenvolvida para proporcionar seguran\u00e7a e tranquilidade em cen\u00e1rios de risco, tanto em Portugal e Espanha como em viagens internacionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-13\"><strong>A ci\u00eancia ao servi\u00e7o da prote\u00e7\u00e3o: Tecnologia Sil2U\u00ae e IR3535\u00ae<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O NANOFOR\u00ae destaca-se pela sua&nbsp;<strong>tecnologia patenteada Sil2U\u00ae<\/strong>&nbsp;e pelo ingrediente ativo&nbsp;<strong>IR3535\u00ae<\/strong>. O IR3535\u00ae \u00e9 amplamente recomendado por organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade globais como a OMS, ECHA, CDC e EPA. Este ingrediente, de origem bioinspirada, possui um bom perfil ambiental e est\u00e1 aprovado pela rigorosa Regulamenta\u00e7\u00e3o de Produtos Biocidas (RPB) da UE (Regulamento (UE) n.\u00ba 528\/2012) para repelentes (TP19). A sua conformidade regulamentar \u00e9 um diferencial crucial, especialmente quando produtos n\u00e3o conformes s\u00e3o retirados do mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-14\"><strong>Vantagens competitivas e prote\u00e7\u00e3o abrangente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As vantagens do NANOFOR\u00ae s\u00e3o ineg\u00e1veis:<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"468\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/nanopor-1000x1200-1-468x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-877\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/nanopor-1000x1200-1-468x1024.jpg 468w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/nanopor-1000x1200-1-137x300.jpg 137w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/nanopor-1000x1200-1.jpg 549w\" sizes=\"(max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Efic\u00e1cia comprovada e durabilidade excecional:<\/strong>&nbsp;Oferece prote\u00e7\u00e3o prolongada, mantendo a efic\u00e1cia por at\u00e9 3 meses ou ap\u00f3s 1 ciclo de lavagem dom\u00e9stica para mosquitos tropicais, e por at\u00e9 1 m\u00eas ou 3 ciclos de lavagem para carra\u00e7as. Isto \u00e9 um fator importante para a conveni\u00eancia do utilizador.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as graves:<\/strong>&nbsp;O NANOFOR\u00ae protege contra uma vasta gama de mosquitos vetores, incluindo&nbsp;<em>Anopheles<\/em>,&nbsp;<em>Aedes<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Culex<\/em>, bem como carra\u00e7as e fleb\u00f3tomos. Contribui significativamente para a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as s\u00e9rias como Mal\u00e1ria, Dengue, Zika, Febre do Nilo Ocidental, Febre Amarela, Chikungunya, Encefalite, FHCC, Borreliose de Lyme e Leishmaniose. O foco na prote\u00e7\u00e3o contra estas doen\u00e7as, cuja presen\u00e7a e dispers\u00e3o em Portugal e Espanha s\u00e3o confirmadas pelos relat\u00f3rios epidemiol\u00f3gicos, eleva o seu posicionamento para al\u00e9m de um simples repelente de desconforto.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>N\u00e3o desenvolvimento de resist\u00eancia:<\/strong>&nbsp;Ao contr\u00e1rio de muitos inseticidas que matam os insetos e promovem o desenvolvimento de resist\u00eancia, como \u00e9 o caso da permetrina, o NANOFOR\u00ae atua por&nbsp;<strong>repel\u00eancia<\/strong>, n\u00e3o matando os insetos. Esta a\u00e7\u00e3o n\u00e3o-mortal impede que os vetores desenvolvam resist\u00eancia ao produto, conferindo-lhe uma vantagem competitiva sustent\u00e1vel e garantindo efic\u00e1cia a longo prazo. Este posicionamento est\u00e1 alinhado com o Global Vector Control Response (GVCR) 2017-2030 da OMS, promovendo uma preven\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e saud\u00e1vel.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Versatilidade e seguran\u00e7a:<\/strong>&nbsp;Embora seja um spray para aplica\u00e7\u00e3o t\u00eaxtil, o produto \u00e9 dermatologicamente testado e pode entrar em contacto com a pele, ao contr\u00e1rio de sprays t\u00eaxteis \u00e0 base de permetrina. Al\u00e9m disso, n\u00e3o mancha a roupa e tem um cheiro agrad\u00e1vel na aplica\u00e7\u00e3o e que desaparece quando seco, caracter\u00edsticas valorizadas pelos consumidores. O NANOFOR\u00ae pode colmatar a lacuna de confian\u00e7a entre &#8220;natural&#8221; e &#8220;eficaz&#8221;, comunicando a sua seguran\u00e7a e efic\u00e1cia cientificamente validada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-15\"><strong>Prote\u00e7\u00e3o para todos: Do aventureiro ao trabalhador expatriado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O p\u00fablico do NANOFOR\u00ae \u00e9 diversificado e abrange todos os que se encontram expostos a estas amea\u00e7as. Inclui&nbsp;<strong>viajantes<\/strong>, que se deslocam para destinos de risco de doen\u00e7as vetoriais, e&nbsp;<strong>praticantes de atividades ao ar livre<\/strong>&nbsp;(como os caminhantes do Caminho de Santiago, golfistas, campistas e trabalhadores agr\u00edcolas ou florestais), que procuram prote\u00e7\u00e3o duradoura em ambientes exigentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_09-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-980\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_09-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_09-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_09-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_09-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_09-600x338.jpg 600w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_09.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Trate sempre a sua roupa com anteced\u00eancia, com NANOFOR\u00ae.<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um segmento crescente e crucial s\u00e3o os&nbsp;<strong>trabalhadores em empresas portuguesas e espanholas que operam em pa\u00edses de risco<\/strong>. Este segmento necessita de prote\u00e7\u00e3o robusta e fi\u00e1vel, muitas vezes como parte das pol\u00edticas de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho (SST).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:60px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading has-light-green-cyan-color has-text-color has-link-color wp-elements-16\">JUNTOS PELA SA\u00daDE P\u00daBLICA: UM FUTURO COM ESPERAN\u00c7A E PROTE\u00c7\u00c3O<\/h1>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_10-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-914\" srcset=\"https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_10-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_10-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_10-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_10-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_10-600x338.jpg 600w, https:\/\/www.nanofor.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/A1_A_Ameaca_Silenciosa_10.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Proteja-se a si e aos seus dos vetores de doen\u00e7as infeciosas, como as carra\u00e7as e os mosquitos.<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio das doen\u00e7as transmitidas por vetores na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e em toda a Europa \u00e9 desafiador, mas n\u00e3o desesperador. A prolifera\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o de mosquitos, carra\u00e7as e fleb\u00f3tomos s\u00e3o factos cient\u00edficos, documentados por institui\u00e7\u00f5es como o INSA e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade espanhol. No entanto, a consci\u00eancia crescente sobre estas amea\u00e7as impulsiona a procura por solu\u00e7\u00f5es eficazes e seguras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prote\u00e7\u00e3o individual \u00e9 um pilar fundamental na mitiga\u00e7\u00e3o destes riscos. A ado\u00e7\u00e3o de medidas simples, como o uso de vestu\u00e1rio adequado e a aplica\u00e7\u00e3o de repelentes eficazes, \u00e9 crucial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O NANOFOR\u00ae representa a esperan\u00e7a e o otimismo na procura de solu\u00e7\u00f5es. \u00c9 um exemplo de como a inova\u00e7\u00e3o e a ci\u00eancia podem ser aliadas na defesa da sa\u00fade p\u00fablica, oferecendo uma ferramenta sustent\u00e1vel e sem desenvolvimento de resist\u00eancia para enfrentar este problema global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ajudar para um consumo respons\u00e1vel, ao contextualizar as amea\u00e7as e ao oferecer uma solu\u00e7\u00e3o inovadora e fi\u00e1vel, podemos juntos construir um futuro onde as atividades ao ar livre e as viagens sejam sin\u00f3nimo de aventura e descoberta e n\u00e3o de preocupa\u00e7\u00e3o e risco. A amea\u00e7a \u00e9 real, mas a nossa capacidade de encontrar e implementar solu\u00e7\u00f5es \u00e9 ainda maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como mosquitos, carra\u00e7as e fleb\u00f3tomos est\u00e3o a redefinir a Sa\u00fade P\u00fablica na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica As doen\u00e7as transmitidas por vetores representam uma das mais complexas e din\u00e2micas amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica global. Mosquitos, carra\u00e7as e fleb\u00f3tomos, entre outros artr\u00f3podes, s\u00e3o respons\u00e1veis pela transmiss\u00e3o de uma vasta gama de agentes patog\u00e9nicos \u2013 v\u00edrus, bact\u00e9rias e parasitas \u2013 [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":870,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-855","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=855"}],"version-history":[{"count":35,"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/855\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1184,"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/855\/revisions\/1184"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.nanofor.pt\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}